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Fernando Andrade | escritor e jornalista
A poeta em alto e bom som universaliza as suas coisas do seu cotidiano, mas a sua prática de enaltecer a rotina, é algo tão profundo e denso quanto os seres que habitam as profundezas abissais do oceano. Ivete Nenflidio em seu livro de poemas, Monstros abissais e cavalos-marinhos, 7 letras, faz do seu discurso poético algo vanguardista num tom ou melodia cuja voz me faz lembrar o requinte de oratória dos cantautores. Algo de improviso, como uma aula de um mestre que sublima sua matéria para ganhar a turma. O social entra já no meio do livro como ponte para inflamar o contraditório do retrógrado. Algo não televisivo, mas político, derreter a geleira da frieza do conservadorismo, do imperialismo serial, de uma tragédia humanitária como a guerra de israel para desenraizar o povo palestino.
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