Novela dotada de uma beleza poética ‘Moça retrato da lua’ magnetiza leitores com unificação de papéis sexuais em aldeia indígena.

Maria Inez do Espirito Santo - Novela dotada de uma beleza poética 'Moça retrato da lua' magnetiza leitores com unificação de papéis sexuais em aldeia indígena.

 
 
 

 
Fernando Andrade | escritor e jornalista

 

A história tem suas faces entres lendas e fábulas. O que podemos dizer do real e também do maravilhoso no sentido não do exótico mas sim, do belo, do fulgurante, aquele que promove beleza. Nada mais perto desta afirmação minha do que personagens indígenas, que trocam seus perfis sexuais, suas pessoas de gêneros, entre o masculino e o feminino. Maria Inez do Espírito Santo baseado em algumas lendas indígenas, sul americanas, escreveu uma bela fábula na novela, Moça-Retrato-Da-Lua, editora Rebuliço, contando de moça na aldeia solitária, que afugenta pretendentes ao relacionamento. Ela caminha só por cachoeiras ao encontro da Lua, onde esta tem um poder magnético sobre ela. Numa virada de tempo e espaço, surge um moço que parece ter alma e corpo da moça. A comunhão de corpos – não se trataria de uma troca onde cada célula de Gênero vai para outra pessoa. O jovem continua a atrair agora o gênero oposto, cada menina se vê perdidamente enamorada do jovem. A simbiose alquímica entre sexos opostos, a unificação da plenitude do ser com algo cheio, inteiro, deixa à todos enfeitiçados. A linguagem da autora torna a lenda-história mais poética, e musical, dotada de ritmo, e canção.

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