Livro ‘Nada permanece nunca’ faz uma releitura da literatura pulp com muitas referências da arte numa cidade como Ouro Preto

Jozias Benedicto Nada permanece nunca - Livro 'Nada permanece nunca' faz uma releitura da literatura pulp com muitas referências da arte numa cidade como Ouro Preto
 
 
 

Fernando Andrade – escritor e jornalista

Há um Q de verdade nas cidades históricas como Ouro Preto em Minas Gerais. Mitos, lendas e até assombrações povoam a mente de certa cultura pagã mineira. A frase vou aqui e já volto, prima pela perfeição prosaica e poética do povo de lá.O escritor Jozias Benedicto numa numa residência criativa provocada pela editora Caravana editorial, escreveu um livro de contos delicioso, Nada permanece nunca, editorial Mercador, como um papo informal num botequim com a aguardente mais saborosa de Ouro Preto. Não é preciso pegar as referências para chegar na cidade, ali na região todos sabem pintar ali nas igrejas com arquitetura barroca. São contos com certa malícia literária e segredos dos bastidores da história de MInas. Tem até inteligência artificial, congresso de escritores outsiders, mulheres que usam lixo com refugo, e a morte como sombra ou metáfora do descarte. O autor embaralha estereótipos da literatura pulp, cita inúmeras referências cinematográficas e literárias. Um livro para se escrever sobre ele.

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