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Fernando Andrade | escritor e jornalista
Comece o poema pela casa, entre nela, e com os pés sinta o chão, onde o escrevente desenha pintura com versos. As janelas espiam o poeta que lá dentro faz homenagens a outros poetas que vieram antes dele. Parede garatuja; palavras sonoras, xícaras engolem baladas poéticas. O poeta está sonoro e adiante e confiante que as epígrafes cumprem seu papel de manobrar os versos. Leio o novo livro do poeta Diego Mendes Sousa ‘O escrevente do chão’ editora Litteralux, uma relação composta, entre criação, e citação, entre citar pequenas frases líricas, e o método de composição do trovador em questão. O poeta trabalha a linguagem num último requinte estético da sonoridade lingual da tessitura política do som. A humanidade é um arca de achados onde a trilha e o trilho seguem em direção ao futuro da poesia.
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